Mutirão ‘Mais IDH’ estende ações a Lago Açu e Brejo de Areia

    Foto1_FranciscoCampos - Mutirão Mais IDH em Lago Açu e Brejo de Areira1O município de Conceição do Lago Açu, localizado há 311 quilômetros da capital, ocupa a nona posição em relação aos municípios com piores Índices de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Maranhão (0,512). A cidade possui pouco mais de 14 mil habitantes, sendo que 52,42% vivem na zona rural e a renda per capita média é de R$ 170,79. Com a chegada do Mutirão ‘Mais IDH’, não só os moradores da cidade como dos 51 povoados existentes na região puderam receber o atendimento de saúde e cidadania.

    A dona de casa Francisca Rocha, 35 anos, contou que estava solicitando a segunda via de sua carteira de identidade, pois o documento atual tinha mais de 15 anos de emissão e por conta da ação do tempo já estava quase ilegível. “Não podia perder essa oportunidade que o governo do Estado estava nos proporcionando de regularizar e emitir novos documentos de graça. Em alguns lugares minha identidade já nem era mais aceita então vim ao mutirão e tirei a segunda via do meu RG”, comentou.

    A estudante Valéria Rocha, 12 anos, contou que a carteira de identidade agora é uma exigência das escolas e por isso a procura pelo documento aumentou. A adolescente aproveitou o mutirão para solicitar também o CPF. “A minha mãe me orientou e disse que seria melhor retirar logo todos os documentos, pois se no futuro a escola solicitasse já não teríamos mais problemas. Estou feliz, pois é a primeira vez que vou ter um documento com foto”, disse.

    O Mutirão integra o Plano de Ação ‘Mais IDH’, lançado pelo governador Flávio Dino para promover a superação da extrema pobreza e das desigualdades sociais no meio urbano e rural, por meio de estratégia de desenvolvimento territorial sustentável, com políticas públicas que valorizem a diversidade social, cultural, econômica, política, institucional e ambiental das regiões do Estado.

    De acordo com a supervisora do setor de Identificação da Unidade Móvel 1, Silvia Padilha, a emissão do CPF e a segunda via da carteira de identidade foram os documentos mais solicitados na cidade. Com a oportunidade oferecida pelo Estado, já foram realizados mais de 2.300 atendimentos no município. “Com o mutirão a população não precisa pagar a segunda via do RG que custa R$ 29,00 e nem precisa se deslocar 72 quilômetros, até a regional Bacabal, para emitirem os documentos. Ou seja, a ação trouxe não só praticidade e comodidade como também cidadania”, explicou.

    Brejo de Areia

    Uma das grandes conquistas do Mutirão ‘Mais IDH’ é chegar a municípios de difícil acesso, levando serviços de saúde e cidadania a maranhenses que não costumavam ser beneficiados. Brejo de Areia, localizado há 347 km da capital, ocupa a 21ª posição em pior IDHM do Maranhão (0,519) e faz parte dessa estatística. O município possui pouco mais de 5,5 mil habitantes, com renda per capita de R$ 187,95.

    O único acesso ao município é por uma precária estrada de terra, que durante o período chuvoso se torna praticamente intrafegável com inúmeros pontos de atoleiro por toda a extensão da estrada, deixando o município quase isolado. Apesar das inúmeras dificuldades, as equipes do governo do Estado, responsáveis pelo atendimento de saúde e emissão de documentos, conseguiram chegar ao município para levar dignidade e cidadania à população por meio da prestação de serviços básicos, os números já ultrapassam 1.100 atendimentos em Brejo de Areia.

    Segundo o chefe de Execução de Serviços da Unidade Alternativa de Brejo de Areia, José Lino, além da sede existem ainda outros 20 povoados no entorno de Brejo de Areia que também estão sendo atendidos pelo Mutirão ‘Mais IDH’. “A procura pelos serviços tem sido proveitosa e positiva, pessoas que não tinham possibilidade de ir até a regional Bacabal para emissão de documentos agora puderam receber CPF e carteira de identidade pela primeira vez, além de solicitar a segunda via dos documentos gratuitamente. A ação é uma alternativa que facilita o atendimento e proporciona a chegada da cidadania às comunidades mais carentes”, afirmou.