Sagrima e Aged preparam 1ª etapa de vacinação contra aftosa

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A 1ª Etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa será realizada no estado no período de 1º a 31 de maio.

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A previsão da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), é vacinar todo o rebanho de cerca de 7,2 milhões de bovinos e bubalinos, formado predominantemente de pecuária de corte.
A governadora Roseana Sarney e o secretário de Agricultura, Cláudio Azevedo, participarão do lançamento oficial da campanha, que acontecerá dia 3 de maio, no Parque Independência, onde é realizada a Exposição Agropecuária do Maranhão (Expoema). A solenidade está prevista para começar às 9h30.
A cobertura vacinal é uma das principais exigências do Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca (Mapa) para que o Maranhão alcance o status sanitário de zona livre de febre aftosa com vacinação, com reconhecimento internacional previsto para acontecer até maio de 2012, pela Organização Internacional de Episotias (OIE). Desde dezembro de 2004 o estado é classificado como zona de médio risco e há cerca de 10 anos não registra nenhum caso da doença.
Além do Maranhão, outros seis estados do Nordeste estão cumprindo um cronograma de ações, que faz parte de um plano regional elaborado pelo Ministério da Agricultura para que a mudança ocorra ao mesmo tempo para toda a região.
O controle de barreiras sanitárias e o cadastramento de dados do setor também são prioridades do plano regional, que foi discutido entre gestores do ministério, secretários estaduais de agricultura e diretores das agências de defesa agropecuária do Nordeste, durante encontro realizado em Maceió, em fevereiro deste ano.
A classificação de zona livre de febre aftosa trará inúmeros benefícios e vantagens para o agronegócio maranhense, que responde por 22% do PIB Estadual. “O rebanho do Maranhão será valorizado e teremos abertura de novos mercados nacionais e internacionais. Temos um imenso potencial, porque nossa pecuária é de corte e temos um Porto (do Itaqui) que nos permite exportar para outros países”, ressaltou o secretário Cláudio Azevedo.
Campanha  
Para este ano, uma das estratégias utilizadas pela Aged para atingir uma cobertura vacinal de 100% do rebanho é a antecipação da veiculação da campanha publicitária, que já está sendo divulgada nas rádios desde o dia 15 de abril, conscientizando os criadores quanto a importância da vacina.
O diretor geral da Aged, Fernando Luís Mendonça Lima, afirmou que também será feito um acompanhamento semanal da comercialização das doses de vacina. “Nós iremos fazer este monitoramento da venda das vacinas para que possamos ter um diagnóstico para direcionar e até mesmo intensificar a divulgação nos locais de menor compra da vacina”, disse Fernando Lima.
O diretor acrescentou que foi criado um coordenador da campanha em cada um dos 18 escritórios regionais da agência. “Vamos intensificar os trabalhos de divulgação e mobilização dos criadores das regiões de Rosário, Viana, Pinheiro e Zé Doca, que apresentaram baixo índice de cobertura vacinal em campanhas anteriores”, informou.
O criador tem que comprovar a vacinação de seu rebanho, levando a nota fiscal da compra da vacina até um dos escritórios da Aged, que emitirá um comprovante de vacinação para o criador. Ao mesmo tempo em que comprova a vacinação, o criador faz o recadastramento de seu rebanho, informando aos funcionários da Aged a quantidade de animais existentes em sua propriedade.

Parceiros  

São parceiros na realização da campanha do governo estadual, a Associação dos Criadores do Maranhão (Ascem), Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), Instituto de Agronegócios do Maranhão (Inagro), Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca (Mapa), Superintendência Federal de Agricultura, Fundo de Desenvolvimento da Pecuária (Fundepec), Banco do Nordeste e Federação da Agricultura e Pecuária do Maranhão (Faema).

O superintendente Federal de Agricultura, Fernando Machado, conclamou todos os criadores para que vacinem o seu gado. “O setor público está fazendo sua parte e é necessário que o criador também contribua para que o Maranhão atinja essa classificação de zona livre de febre aftosa”, ressaltou ele.
Fernando Machado elogiou ainda a veiculação antecipada da campanha de vacinação. “Essa estratégia é muito boa porque quanto mais cedo o criador tomar conhecimento da campanha, maior a possibilidade de aumentar a cobertura vacinal”, avaliou.
Inspeção

A diretora de Inspeção da Aged, Margarida Paula Carreira de Sá Prazeres, explicou que a febre aftosa é causada por um vírus altamente contagioso. “No entanto, não é uma doença de zoonose, ou seja, não é transmissível para os humanos. O que a aftosa provoca nos animais é uma perda de apetite, emagrecimento do gado, alta mortalidade dos bezerros e diminui a fertilidade das fêmeas”, esclareceu ela.
O vírus da aftosa é transmitido pelo leite, a carne e a saliva do animal doente, mas também é transmissível por água, ar, objetos e ambientes contaminados. Os animais atingidos são bois, porcos, cabras e ovelhas.
Na década de 70, o país possuía 10.600 focos da doença. A última ocorrência data de abril de 2006 em Mato Grosso do Sul.
Na década de 90, o Brasil substituiu as estratégias de controle para uma política de combate à febre aftosa, visando a criação de zonas livres da doença, permitindo o trânsito internacional de carne brasileira para os mercados americano e europeu.