Lançada oficialmente Vacinação contra a Febre Aftosa

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O rebanho maranhense de 965 mil bovinos e 77 mil bubalinos são alvos da 2ª etapa da Campanha de Vacinação contra Febre Aftosa, este ano, aberta oficialmente, nesta terça-feira (4), no Campus Maracanã, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifma).

A solenidade, organizada pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), por meio de seu órgão vinculado, a Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged-MA), foi coordenada pelo secretário adjunto de Agricultura da Sagrima, Antônio Gualhardo Prazeres, e pelo reitor do Ifma, José Ferreira Costa. Contou com a presença de diversas autoridades, criadores e estudantes.

Uma das exigências do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para que o Maranhão atinja a classificação de zona livre de febre aftosa com vacinação é de que a cobertura vacinal atinja um índice acima de 90%.

A meta do Governo do Estado, segundo informou Gualhardo, é atingir a classificação almejada no próximo ano. Para que isso aconteça está sendo cumprindo as orientações do Ministério para que o cronograma de execução das atividades não sofra nenhuma alteração, e que o Maranhão, em 2011, tenha o reconhecimento nacional de livre, e finalmente certificação internacional de mudança de status sanitário de “Livre de Febre Aftosa com vacinação” em 2012.

“A campanha é muito importante para que o Maranhão consiga alcançar a classificação de Livre de Aftosa com Vacinação. Cada um de nós, governo e criadores, tem um papel importante no alcance dessa meta”, disse o secretário adjunto. “Esse é mais um degrau para o avanço do setor agropecuário no Maranhão”, completou.

A campanha tem o apoio do Instituto de Agronegócio do Maranhão (Inagro), da Associação dos Criadores do Estado do Maranhão (Ascem), do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária no Maranhão (Fundapec), Faema/Senar Maranhão, Superintendência de Agricultura, do Ministério da Agricultura e das prefeituras municipais. Participaram do lançamento da campanha o superintendente federal de Agricultura no Maranhão Fernando Machado, o diretor do Ifma Maracanã, Vespasiano de Abreu, diretor da Agerp, Tadeu Lima, o inspetor de Vigilância Sanitária da Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), Raimundo Coelho Abreu, agricultores, agrônomos, técnicos agrícolas e estudantes do instituto.

Além de vacinar seus animais, o criador deve comprovar a vacinação nos escritórios da Aged-MA, que possui o cadastro de todos os criadores. Para isso, é necessário que ele apresente a nota fiscal da vacina. A vacinação deve ser feita até o dia 30 deste mês.

O criador Raimundo Nonato, do Quebra-Pote, zona rural de São Luís, reconhece a importância de vacinar seu gado. “Com a vacinação temos a segurança de um rebanho saudável e mais valorizado pelo mercado”, observou.

O reitor do Ifma destacou que o instituo trabalha com a formação profissional de técnicos para o setor rural e a parceria com o governo no lançamento da campanha é importante para esse processo. “A nossa atividade, que é formativa, é também revela nossa preocupação com a saúde animal e como todas as nuances que diz respeita a uma profissão de pessoas que vão se voltar para o campo, para agropecuária e agricultura”, disse José Ferreira.  “Nesse momento nós somos parceiros e queremos dar a nossa contribuição para o Maranhão”, acrescentou.

Alcançando a meta de vacinação estabelecida pelo Ministério da Agricultura, que é 90%, os técnicos do ministério devem vir ao Maranhão para a etapa de sorologia. Nessa etapa eles irão fazer uma supervisão ao campo onde visitarão, por amostragem, diversas propriedades para confirmar que não há mais circulação viral ativo no estado e o Maranhão estará credenciado para ser considerado estado livre da aftosa com vacinação.

“Temos a convicção e a certeza que em 2011 será o ano de erradicação definitiva da aftosa no Maranhão”, disse o superintendente federal de Agricultura, Fernando Machado.

Doença

A Febre aftosa é uma enfermidade altamente contagiosa que ataca a todos os animais de casco fendido, principalmente bovinos, suínos, ovinos e caprinos. A gravidade da aftosa não decorre somente das mortes que ocasiona, mas também dos prejuízos econômicos, atingindo todos os pecuaristas, desde os pequenos até os grandes produtores. As propriedades que têm animais doentes são interditadas e a exportação da carne e dos produtos derivados torna-se difícil. A doença provoca aborto e infertilidade. Os animais doentes podem adquirir com maior facilidade outras doenças, devido à sua fraqueza.